Ola Muchachos! como dito neste Post aqui, a divulgação científica é de suma importância e exerce papel fundamental no despertar de novos talentos para a ciência. Pois bem, com o advento da Internet, a comunicação entre as pessoas se transformou e a veiculação de informação e notícias ainda mais.
Youtube e Netflix são apenas alguns dos exemplos de como construir o seu canal de entretenimento e por que não informação? Já foi o tempo em que o "Discovery" era o único responsável por divulgar alguma ciência. Neste sentido a plataforma de compartilhamento de vídeos acima citada é uma verdadeira faca de dois gumes. Ao passo que podemos potencializar a propagação de desinformação, podemos fazer o contrário e levar conhecimento para uma parcela que jamais buscaria isso de outra forma. E se por um acaso isso te lembra a TV ou o cinema, não é apenas coincidência.
O fato é que o cientista, pesquisador, professor ou como quer que se intitule o amante e fazedor de ciência não pode ficar trancado em seu quarto pesquisando, lendo e trocando informações apenas com a comunidade científica. Há uma necessidade crescente de se levar a ciência para uma faixa cada vez maior da população. Alguém lembrou de Carl Sagan?
E é com este intuito e com muito orgulho que anunco que agora além de estar presente neste blog, Física com Tequila também está no Youtube!
Existem diversos bons canais com bom conteúdo (e muitos ruins também) e em breve teremos um post sobre isso. No mais, cliquem no vídeo abaixo, divirtam-se e informem-se!
Arriba e até a próxima!
Canal no Youtube
Felipe | 19:00 | | 0 comentários
A importância da divulgação científica
Felipe | 06:51 | | 0 comentários
Democratizar o conhecimento científico e situar o público leigo nos processos que envolvem ciência, este é um dos maiores objetivos da divulgação científica.
De Beakman a Carl Sagan, de Contato a Cosmos... Diversos são os meios e mídias onde a divulgação científica pode ocorrer. E quantos destes programas não despertaram o interesse de jovens talentos para se tornarem cientistas, professores e pesquisadores? A divulgação científica também notabiliza-se a medida que é necessária para despertar novos talentos para a ciência. Mas nem tudo são flores. O_O
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| O mundo de Beakman inspirou muitos a seguirem carreira científica |
Antes de discutirmos a problemática da divulgação científica, devemos fazer uma pequena diferenciação entre: Comunicação científica e Divulgação científica (essa diferença está muito bem explicada no artigo da referência [1]).
Enquanto a primeira destina-se a veicular e propagar informações entre os pares científicos (pesquisadores/cientistas) através de resultados de pesquisas e publicações de artigos, a segunda visa ampliar o alcance destas informações para um público que tem pouco ou nenhum contato com a ciência. A Comunicação científica mantém a comunidade de cientistas e pesquisadores atualizada enquanto a Divulgação científica mantém a população "comum" atualizada a respeito do progresso e avanço da ciência e tecnologia.
A grande questão é: a chamada população "comum" não está familiarizada a jargões científicos, conceitos e teorias complexas enquanto os cientistas/pesquisadores (ou a maior parte deles) não está familiarizada com a comunicação para o grande público. Este distanciamento gera um espaço para maus divulgadores científicos e charlatões que perpetuam uma imagem errada da ciência e de como ela é feita, além de matérias e livros que visam apenas uma grande audiência e optam por tornar títulos e textos sensacionalistas no intuito de chamar a atenção de um público maior.
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| Carl Sagan, um dos maiores divulgadores científicos |
Portanto cabe a nós (já iniciados na ciência) sejamos estudantes, pesquisadores, cientistas ou entusiastas buscar diminuir esta distância entre o público leigo e a comunidade científica. Isso é feito através de uma correta transposição didática dos conceitos que pretende-se divulgar e de uma maior interação com o público e não apenas da transmissão de conteúdos "mastigados" através de fórmulas e exercícios (coisas que já temos de sobra na escola e que em muitos casos são esquecidas imediatamente após o vestibular). Além é claro de buscar e confirmar as informações através de fontes confiáveis, conversar com especialistas e verificar resultados, ou seja, estar no meio de campo entre a população e a comunidade científica. E o mais divertido de tudo é que esta é uma das maneiras mais ricas de aprender, e foi por isso que o Física com Tequila nasceu. A internet tornou a informação mais democrática. Ao mesmo tempo que temos que tomar um cuidado muito maior com a propagação de falsas informações, temos a possibilidade de levar nossas mensagens para um público muito maior que está amadurecendo cientificamente graças a isso.
Portanto, pesquisem, verifiquem as fontes e desconfiem sempre de títulos fantásticos ou sensacionais. A ciência é um processo humano, democrático e acumulativo e está sempre a espera de novos colaboradores!
Arriba Muchachos!
Referências:
http://www.uel.br/revistas/uel/index.php/informacao/article/view/6585/6761 [1]
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-40422012000300001 [2]
Acessados em 09/01/2016
O som e o vácuo
Felipe | 07:55 | | 0 comentários
Neste último post aqui, comecei com um meme e a legenda: "Som se propagando no vácuo? Ta maluco?" Me esquecendo que nem todos podem compreender logo de cara esta ideia, portanto vamos aos conceitos =D
Antes de mais nada, vamos adotar uma simples definição: " O som é uma onda mecânica que se propaga longitudinalmente em um meio material" (Mundo Educação). Vamos agora fazer a análise de cada trecho desta definição:
Onda: Uma perturbação que se propaga através de um meio e transporta
energia (pense em uma pedra que é lançada em um lago provocando ondulações) *
Meio
Material: Meio que contém matéria, ou seja partículas que podem interagir com nossa onda
Onda mecânica: Uma perturbação que necessita de um meio material para se propagar, como por exemplo: ar ou água. **
* Deixo aqui um link para energia, pois não é o objetivo deste post defini-la.
** Existe outro tipo de onda que é a onda eletromagnética que são ondas geradas por cargas elétricas que oscilam e não necessitam de um meio material para se propagar (mas também podem se propagar neles). Um exemplo é a luz visível.
Para aspectos mais técnicos do estudo das ondas, veja o ótimo texto do site Só Física
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| Quando a Estrela da Morte explodiu em Star Wars IV, ninguém ouviu :( |
Agora que temos as definições de onda e de som, vamos nos concentrar em como o som é produzido e propagado.
O som é produzido pela vibração dos corpos. No caso da fala, são as cordas vocais vibrando, no caso de uma bateria, a batida da baqueta faz com que o tambor (ou prato) vibre e essas vibrações se propagam longitudinalmente (no sentido de um eixo principal) através das moléculas do meio material e chegam até nosso ouvido, onde fazem nosso tímpano vibrar e produzem sensações sonoras.
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| Um esquema representando a propagação do som |
Espero que este texto tenha ajudado a entender porque algumas cenas de 2001: Uma Odisseia no espaço ou de Interstellar são praticamente mudas visto que se passam no vácuo e ele não é um meio material, sendo assim o som não se propaga, Bingo!
O Física com Tequila deseja um feliz ano novo! =D
Referências:
http://mundoeducacao.bol.uol.com.br/fisica/som-infrassom-ultrassom.htm
http://mundoeducacao.bol.uol.com.br/fisica/o-que-som.htm
Acessados em 27/12/2015
Space Opera x Sci Fi
Felipe | 14:57 | | 0 comentários
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| Som se propagando no vácuo? Ta maluco? |
"ficção científica", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, http://www.priberam.pt/dlpo/fic%C3%A7%C3%A3o%20cient%C3%ADfica [consultado em 24-12-2015].
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| Kung Fu e questionamento filosóficos, como vocês conseguiram irmãos Wachowski? |
"Space opera (também referida como ópera espacial ) é um sub-gênero da ficção especulativa ou ficção científica que enfatiza a aventura romântica, cenários exóticos e personagens épicos."
| Frankstein e uma discussão muito rica até os dias atuais
Possuindo licença poética ou não, a ciência e a ficção muitas vezes andam lado a lado, assim como o filme Le Voyage dans la lune (Viagem à lua) levou o homem até a lua em 1902. Nosso foguetes fizeram isso 67 anos depois. É mais um exemplo da intersecção entre a arte e a ciência e da vida "imitando" a arte.
O Física com Tequila deseja uma ótima seção de Star Wars VII para vocês (e lembrem-se que o som não se propaga no vácuo), um ótimo final de ano e boas festas! |
http://www.priberam.pt/dlpo/fic%C3%A7%C3%A3o%20cient%C3%ADfica
https://pt.wikipedia.org/wiki/Ficção_científica
https://pt.wikipedia.org/wiki/Space_opera
http://www.infoescola.com/generos-literarios/space-opera/
http://www.momentumsaga.com/2012/09/o-que-e-space-opera.html
http://www.comciencia.br/reportagens/2004/10/09.shtml
Acessadas em 24/12/2015
"ficção científica", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, http://www.priberam.pt/dlpo/fic%C3%A7%C3%A3o%20cient%C3%ADfica [consultado em 24-12-2015].
"ficção científica", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, http://www.priberam.pt/dlpo/fic%C3%A7%C3%A3o%20cient%C3%ADfica [consultado em 24-12-2015].
"ficção científica", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, http://www.priberam.pt/dlpo/fic%C3%A7%C3%A3o%20cient%C3%ADfica [consultado em 24-12-2015].
Onde estão os outros livros de divulgação científica?
Felipe | 20:41 | | 0 comentários
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| Cadê? |
Sempre que vou a uma livraria procuro verificar os livros de ciência e particularmente os de física. Muitas vezes em busca de algo interessante para a leitura própria, mas também para verificar o que andam vendendo por ai especificamente na área científica.
Verificar? Como assim?
A visão de ciência que é difundida popularmente está mais para um "endeusamento" do que para uma divulgação baseada em fatos. Como disse em um post anterior, erros conceituais podem ser corrigidos com a ajuda de um profissional gabaritado, porém erros ideológicos são mais graves e devem ser analisados e questionados... adivinhem por quem? Por nós é claro! Os futuros professores, físicos, químicos, biólogos, engenheiros... Cabe a nós reduzir esta distância cultural entre a ciência que as pessoas enxergam e mídia vende e a ciência que é feita nas universidades e laboratórios.
Uma simples analogia é com o futebol: Sempre estão em evidência os grandes jogadores de grandes clubes que tem contratos milionários e se destacam tanto pela ostentação quanto pelo talento em campo. Enquanto isso esquecemos que no ano de 2015, pelo menos 30% dos jogadores que disputaram o campeonato Paulista, ficaram desempregados. Uma outra analogia é com os músicos. enquanto uma imensa maioria ganha a vida tocando em bares quase todos os dias e possuindo outras fontes de renda, pensamos sempre naqueles que lotam estádios e levam multidões ao delírio.
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| Dave Grohl o Mr nice Guy do Rock atual |
Um fenômeno parecido acontece na área científica, somos levados a acreditar que o cenário é composto apenas por poucos e geniais cientistas, esquecendo que no Brasil existem mais de 35 mil grupos de pesquisa. A pesquisa feita pelo Censo em Junho de 2015 abrange 492 instituições e envolve 180.262 pesquisadores e aproximadamente 307 mil estudantes de graduação e pós-graduação.Todas estas pessoas são gente como nós. Que estão diariamente trabalhando em seus projetos, colaborando com outros grupos e muitas vezes não recebendo o que merecem ($$). Mas negócios são negócios e a imagem do cientista genial e solitário é a que mais vende.
Vamos fazer um pequeno experimento baseado em minha última visita a uma livraria respeitada de Bauru, interior de São Paulo. Vou listar alguns livros que encontrei e que de alguma forma estão relacionados com a ciência:
Uma Breve história do tempo
Uma Breve História do Tempo: do Big Bang aos Buracos Negros, é um livro de divulgação científica escrito pelo Professor Stephen Hawking, publicado pela primeira vez em 1988. Ele rapidamente veio a se tornar um "best-seller". Em maio de 1995 entrou na lista dos mais vendidos durante 237 semanas.
Stephen Hawking: Uma vida para a ciência
Considerado uma espécie de Einstein contemporâneo por suas descobertas na física, Stephen Hawking encarna também o mito de um herói trágico por viver quase imóvel em uma cadeira de rodas e dependente de um sintetizador de voz em consequência da esclerose lateral amiotrófica.
Uma Breve história da ciência
Nesta obra, a historiadora científica Patricia Fara relata de forma extremamente agradável e simples as grandes evoluções da ciência. Derruba mitos, fala de gênios atemporais, resgata cientistas esquecidos tudo para levar o leitor a viajar na maior aventura de todas: a história da ciência.
Perdido em Marte
Há seis dias, o astronauta Mark Watney se tornou a décima sétima pessoa a pisar em Marte. E, provavelmente, será a primeira a morrer no planeta vermelho. Com um forte embasamento científico real e moderno, Perdido em Marte é um suspense memorável e divertido, impulsionado por uma trama que não para de surpreender o leitor.
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| O físico mais badalado da atualidade, até nos Simpsons ele está |
Analisando:
- Dos 4 livros, dois estão diretamente ligado a Stephen Hawking, sendo um deles o consagrado "Uma breve história do Tempo" e outro uma mistura de biografia com relatos científicos. Como citado no início, a imagem dos grandes cientistas tendem a prevalecer comercialmente. Vale ressaltar que o Oscar deste ano foi para um ator que interpretou Hawking. O que pode ter aumentado a demanda
- Patricia Fara é professora do departamento de história e filosofia da ciência de Cambridge. Graduada em física. Foi difícil encontrar informações devido a tradução que deram ao título original: Science: A Four Thousand Year History. Acredito que a ideia dos tradutores foi criar uma aproximação com o título do livro de Stephen Hawking. Vemos muito isso em filmes e faz parte de uma estratégia das distribuidoras.
- Perdido em Marte não é um livro de divulgação e sim uma ficção, que tem seu papel em despertar o interesse para a ciência. Mais uma vez, vemos aqui um livro aproveitando o sucesso do filme que o adapta (até a capa foi trocada).
Um detalhe é que o livro biográfico de Hawking estava na área de Sociologia, perdido (pode ter sido algum cliente que colocou no lugar errado, e não comprova descuido com o material). Mas ao vê-lo devolvido em seu lugar original, fiquei surpreso pois era Biografia e não ciência -_-
Assim encerro este pequeno estudo de caso. Não está em pauta a qualidade dos livros e sim a ideia de que só alguns poucos é que representam a ciência. Tal qual o Mainstream de um show ou o camisa 10 de um time de futebol. Pois assim como as bandas de abertura fazem shows sensacionais e os outros dez jogadores de um time tem seu papel tático, os cientistas anônimos também têm sua contribuição na construção do conhecimento.
Referências:
Patrcia Fara: http://www.clare.cam.ac.uk/Fellows-and-Staff-Directory/pf10006/
https://pt.wikipedia.org/wiki/Uma_Breve_Hist%C3%B3ria_do_Tempo
http://www.saraiva.com.br/stephen-hawking-uma-vida-para-a-ciencia-185493.html
http://www.saraiva.com.br/perdido-em-marte-uma-missao-a-marte-um-terrivel-acidente-a-luta-de-um-homem-pela-sobrevivencia-8164096.html
http://www.submarino.com.br/produto/120910199/livro-uma-breve-historia-da-ciencia
http://www.brasil.gov.br/ciencia-e-tecnologia/2015/06/pais-tem-mais-de-35-mil-grupos-de-pesquisa-aponta-censo
* todas de 02/12/2015
Os Inovadores
Felipe | 06:27 | | 0 comentários
"Os inovadores conta a história das pessoas que criaram o computador e a internet. Quais foram os talentos que permitiram que certos inventores e empreendedores transformassem suas ideias visionárias em realidade? O que os levou a seus saltos criativos? Por que alguns conseguiram transpor obstáculos e outros não? Num abrangente panorama histórico, Walter Isaacson conecta as personalidades fascinantes que estão por trás da nossa revolução digital"
O texto acima trata da sinopse oficial do livro Os Inovadores (2014). O livro tem como foco traçar a biografia da era digital e para isso faz uma longa trajetória, desde os tempos de Ada Lovelace até Larry Page e Sergey Brin, destacando muitos dos aspectos que permitiram a inovação e o avanço tecnológico e científico.
Walter Isaacson foi presidente da CNN e editor da Revista Time. É autor de Steve Jobs: A Biografia, Einstein: Sua vida, seu universo, entre outros.
Após finalizar a leitura da biografia de Steve Jobs, me interessei muito pelos demais livros do autor. Ao saber que ele também escrevera sobre Einstein fiquei mais interessado ainda, até que me deparei com esta grata surpresa: Os Inovadores.
Livros como este, que ressaltam as grandes inovações advindas do trabalho entre equipes de cientistas, engenheiros, técnicos e programadores, fazem com que possamos entender um pouco mais sobre inovação, colaboração e trabalho em equipe. Coisas que são essenciais ao avanço científico e tecnológico.
Sabemos que ciência e a tecnologia caminham bem próximas uma da outra, embora não estabeleçam uma relação de causa e consequência e tão pouco uma relação de autoridade entre si. Mas o que isso quer dizer? Bem, nem sempre estuda-se algum fenômeno visando sua aplicação como uma forma de tecnologia. E nem toda tecnologia que surge, veio necessariamente de uma pesquisa científica. São muitos os casos de descobertas ou invenções acidentais. Ora, se tudo que é pesquisado tivesse obrigação de ter uma aplicação "palpável" (estou me referindo a uma utilidade enxergada a curto prazo) a física teórica seria renegada por muitos. Mas o fato é que o ser humano aprende com estes conhecimentos que adquire e os utiliza para melhorar sua vida, seja com alguma nova tecnologia ou pelo simples fato de entender e compreender melhor o universo. A curiosidade é uma característica que está na essência do ser humano.
Curiosidade e Inquietação, características sempre presentes em grandes inovadores. E não seriam os grandes cientistas, grandes inovadores? Pessoas que estavam a frente de sua época, que investiram uma vida toda em seus trabalhos e acarretaram grandes progressos para a sociedade?
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| John Atanasoff - Já ouviu falar? |
A importância das mulheres na programação e computação (acreditem, sem elas não estaríamos aqui utilizando a web) e a narrativa de como uma equipe capitaneada por um físico e um químico foi capaz de conceder o transístor (componente vital para a revolução que viria a seguir) merecem ser lembradas também.
Durante a leitura podemos ver também como o ambiente colaborativo é propício para a inovação (estruturas que permitem encontros casuais entre pessoas de diferentes setores ou um cafezinho entre amigos no momento de descanso), O Bell Labs já utilizada este conceito e Steve Jobs reproduziu esta mesma ideia no último Campus da Apple que projetou, acreditando que um ambiente que permite estes encontros, torna-se um ambiente para a inovação.
Por último ressalto a importância que é dada entre a intersecção da ciência e com a arte, mostrando que estas tem muitos mais em comum do que imaginamos e que muitos dos grandes inovadores, eram apreciadores de ambas.
Muitos destes assuntos merecem posts apenas sobre eles e espero poder trazê-los em breve, até a próxima! Abaixo alguns cientistas destacados no livro, além do link para a compra do mesmo (não, não estou recebendo nada, quem dera...)
Cia das Letras - Os inovadores
Ada Lovelace - Poderíamos dizer que ela foi a primeira programadora?
Alan Turring - Matemático e pioneiro nas disucussões sobre inteligência artificial
William Shockley - Um dos chefes da equipe do Transístor
John Atanasoff - Físico e um dos pioneiros da computação, porém a história não foi muito grata a ele
A ciência em Hollywood
Felipe | 21:51 | | 0 comentários
Recentemente temos tido um pequeno boom em como a ciência é vista na cultura Pop. Ano passado tivemos o ótimo (mas não perfeito) "Interstellar" de Cristopher Nolan (Batman, A Origem) e este ano o também muito bom "Perdido em marte" do consagrado Ridley ScotT (Alien, Gladiador). No Óscar deste ano tivemos: "A teoria de Tudo", sobre o físico Stephen Hawking e "O Jogo da Imitação" sobre o matemático Alan Turring concorrento fortemente (a academia adora biografias) em diversas categorias. Para nós, amantes da ciência, é muito bom que ela seja levada ao grande público... ou será que não?












